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Veja
como multiplicar o uso do motor a diesel
Danos causados por deficiência na injeção de combustível é o maior
problema
O
motor em um veículo pesado é um dos componentes mais importantes,
por isso realizar uma manutenção adequada é uma tarefa indispensável.
De
acordo com dados do Conselho Nacional de Retíficas de Motores (Conarem)
a maioria dos motores a diesel que chega às empresas retificadoras
é em virtude de danos provocados por deficiência no sistema de injeção
de combustível.
A
maior incidência ocorre pela pulverização incorreta dos bicos injetores
- danificados pela água ou por um agente químico de aplicação inadequada
no combustível -, que mesmo recebendo as dosagens corretas dimensionadas
pela bomba injetora, conduzirão à câmara de combustão o diesel de
forma líquida (gotículas) ao invés da forma gasosa (microgotas).
Esse
processo provocará uma queima incorreta do diesel, gerando um excesso
de depósito de carvão no topo dos pistões, carbonizando o anel de
compressão e sua canaleta e ainda, o que é mais grave, prejudicando
a lubrificação do cilindro.
Essa
queima anormal acarretará também num aumento da temperatura interna
da câmara de combustão, provocando trincas no cabeçote e no topo
dos pistões, fadiga nas sedes e válvulas. Além disso, o resíduo
do combustível líquido não queimado escorrerá pela camisa do cilindro,
acentuando o desgaste prematuro dos anéis de segmento, das camisas,
chegando até ao engripamento dos pistões.
De
acordo com o presidente do Conarem, José Arnaldo Laguna, para detectar
esse problema precocemente, é aconselhável que os proprietários
de veículos diesel realizem, periodicamente, um teste de emissões
de gases.
Esse
exame é feito com o opacímetro, equipamento computadorizado que,
através de uma sonda introduzida no escapamento do veículo, coleta
os gases expelidos, conduzindo essa amostra a uma câmara para análise
e processamento. Posteriormente é emitido um relatório que indica
com grande precisão o nível de queima do combustível.
Caso
seja identificado um excesso de combustível (fumaça preta), será
então necessário realizar um exame mais completo, para avaliar se
a origem da emissão de gases é decorrente do sistema de injeção
ou proveniente do mau funcionamento do motor.
O
Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do
Estado de São Paulo (Sindirepa-SP) e a Companhia de Tecnologia de
Saneamento Ambiental (Cetesb) elaboraram um programa de melhoria
da qualidade da manutenção dos veículos diesel.
Foram
credenciadas no programa mais de cem empresas de reparação, que
estão adequadas tecnologicamente para atender o consumidor. O programa
assegura também ao proprietário do veículo diesel um documento técnico
- emitido pelas empresas de reparação de veículos participantes
- que comprova que ele realmente buscou e vem buscando manter o
veículo em boas condições e bem regulado. Com isso, em caso de uma
multa dentro do estado de São Paulo por emissão de fumaça preta,
o motorista poderá defender-se apresentando esse laudo, o que implicará
no cancelamento da punição.
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